saco
casaco
cassaco
rosa
roça
jardim
do
sertão
soca
coça
a
mão
no
pilão
a
minha
mãe
fazia
baião
de
dois,
Oreny Júnior
poesiar
uma expoesição de palavras desorganizadas no rumo da poesia...
Quarta-feira, Março 14, 2012
navios negreiros
negros
in
navios
negreiros
trouxeram
a poesia
no convés
na sola
dos pés
rachados
no chicote
na chibata
negros
in
navios
negreiros,
Oreny Júnior
in
navios
negreiros
trouxeram
a poesia
no convés
na sola
dos pés
rachados
no chicote
na chibata
negros
in
navios
negreiros,
Oreny Júnior
Domingo, Março 11, 2012
Domingo, Março 04, 2012
fock you
fock you
à evangelização indígena
fock you
à importação de línguas
e a morte do meu tupi guarani
fock you
a destruição das matas
a morte do uirapurú
fock you
a internacionalização da amazônia
e a contaminação com mercúrios
nos leitos dos nossos rios
fock you
ao vestido da índia
cobrindo seu lindo seio
fock you
às regras
aos rótulos
aos deuses
fock you,
...
..
.
Oreny Júnior
à evangelização indígena
fock you
à importação de línguas
e a morte do meu tupi guarani
fock you
a destruição das matas
a morte do uirapurú
fock you
a internacionalização da amazônia
e a contaminação com mercúrios
nos leitos dos nossos rios
fock you
ao vestido da índia
cobrindo seu lindo seio
fock you
às regras
aos rótulos
aos deuses
fock you,
...
..
.
Oreny Júnior
Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012
alma vagabunda
..a alma vagabunda
vagueia
de vagão
em vagão
a procura de um vagalume
e nada,
o trem descarrila
ela chora,
morreu inerte,..
..
...
Oreny Júnior
vagueia
de vagão
em vagão
a procura de um vagalume
e nada,
o trem descarrila
ela chora,
morreu inerte,..
..
...
Oreny Júnior
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012
não às quartas feiras cinzentas
da velha à nova redinha
passeio meus passos
de pierrô em carnaval
nos braços da família
cosméticos de risos
alinham a beleza de uma alma
passeios às lagoas
de uma infância
jacumã
pitangui
reoxigenei
os pelos aos 50
as rugas criadas pelas gargalhadas
de uma molecagem empoesiada
as quartas feiras
ameaçaram se acinzentar
quando novos passos
traçaram polígonos
no baiacú na vara
entre ruas estreitas
o cheiro do povo
foi o lança perfume
de um ar
em felicidade,
Oreny Júnior
passeio meus passos
de pierrô em carnaval
nos braços da família
cosméticos de risos
alinham a beleza de uma alma
passeios às lagoas
de uma infância
jacumã
pitangui
reoxigenei
os pelos aos 50
as rugas criadas pelas gargalhadas
de uma molecagem empoesiada
as quartas feiras
ameaçaram se acinzentar
quando novos passos
traçaram polígonos
no baiacú na vara
entre ruas estreitas
o cheiro do povo
foi o lança perfume
de um ar
em felicidade,
Oreny Júnior
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012
vento nordeste
sopra
meu vento nordeste
sou todo seu
feito de sol e sal
visto as velas
desse cais cansado
que tanto me espera
levado pelas caiçaras
nos lemes canguleiros
sopra
meu vento nordeste
a amada me aguarda
o rancho está vazio
aproveita a baixa da maré
e me atraca
joga essa âncora
onde o tempo
por uns dias
será meu amigo
sopra
meu vento nordeste
sopra
sopra
..
...
Oreny Júnior
meu vento nordeste
sou todo seu
feito de sol e sal
visto as velas
desse cais cansado
que tanto me espera
levado pelas caiçaras
nos lemes canguleiros
sopra
meu vento nordeste
a amada me aguarda
o rancho está vazio
aproveita a baixa da maré
e me atraca
joga essa âncora
onde o tempo
por uns dias
será meu amigo
sopra
meu vento nordeste
sopra
sopra
..
...
Oreny Júnior
Domingo, Fevereiro 05, 2012
Corresponder significa escrever com o coração
“A vida é verbo. Passado, presente e futuro. A vida é cheia de enigmas. Quem colocou a água dentro do coco? A vida é uma grande fantasia. A criança vive de fantasia, portanto, vive de realidade. A tarefa do professor é confirmar a presença dessa criança no mundo.”
“A vida, além de preciosa, é um processo de subtração: cada dia a mais é um dia a menos. E a criança, inegavelmente, é mais do que nós adultos, ela tem mais tempo a ser vivido. Não temos o direito de apressar essa conta de menos. Ao contrário, a escola precisa ajudar a espichar o tempo da criança e ajudá-la a desfrutar ao máximo o sabor de cada dia.”
“Temos que compreender que ensinar não é educar. Que a vida é o espaço da dúvida. A verdade, toda a forma de verdade, é uma procura nossa. A nossa vida se tece na dúvida. A educação é feita de trocas de dúvidas e isso a torna mais emocionante.”
“Precisamos ter mais humildade diante da vida, pois o próprio lugar onde vivemos é humilde: não tem luz própria e precisa, para se iluminar, de uma estrela de quinta grandeza. Um poeta diria: “a terra não tem nem luz própria.”
“Há três coisas que a gente aprende sozinho: a tecnologia, a prudência e a arte. Tecnologia: todos sabem cavar um poço para buscar água. Prudência: todos sabem o que é dor e prazer. Arte: todo o mundo gosta do que é bonito. A minha primeira cartilha foi o olhar do meu pai. Às vezes é o olhar do professor que está trabalhando contra. O olhar inaugura a aprendizagem. Eu só me vejo no olhar de vocês. A minha felicidade está no olhar de vocês.”
“Escola é o lugar da escuta. É preciso que se compreenda a diferença entre ouvir e escutar. Ouvir é um fenômeno fisiológico. Escutar pressupõe tentar adivinhar o que está obscuro.
Podemos estabelecer uma analogia com esse processo da escuta através dos conceitos da psicanálise: ego, o que eu conheço de mim; id, o que eu não conheço (vem pela arte); superego, o que gostaria de ser. O ego é o campo da dor, da alegria, da indiferença, dos medos. O eu é feito de pedaços do outro. Tudo é do outro. Escutar é permitir a presença do outro. O aluno que eu escuto vem morar em mim. A presença do outro me completa.”
“Escutar é mais importante do que falar. Ler é superior ao ato de escrever.
Nascer é receber a condenação de ser leitor. Para sempre. Se o professor é um leitor, o aluno também o será.”
Edição pessoal de recortes do pensamento do escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós publicados na revista PREÁ - N° 4 - Dezembro/2003 - Natal/RN, de autoria de José de Castro. Origami de Hojyo Takashi. (republicado hoje em sua memória)
Copiado do blog: www.professortexto.blogspot.com
“A vida, além de preciosa, é um processo de subtração: cada dia a mais é um dia a menos. E a criança, inegavelmente, é mais do que nós adultos, ela tem mais tempo a ser vivido. Não temos o direito de apressar essa conta de menos. Ao contrário, a escola precisa ajudar a espichar o tempo da criança e ajudá-la a desfrutar ao máximo o sabor de cada dia.”
“Temos que compreender que ensinar não é educar. Que a vida é o espaço da dúvida. A verdade, toda a forma de verdade, é uma procura nossa. A nossa vida se tece na dúvida. A educação é feita de trocas de dúvidas e isso a torna mais emocionante.”
“Precisamos ter mais humildade diante da vida, pois o próprio lugar onde vivemos é humilde: não tem luz própria e precisa, para se iluminar, de uma estrela de quinta grandeza. Um poeta diria: “a terra não tem nem luz própria.”
“Há três coisas que a gente aprende sozinho: a tecnologia, a prudência e a arte. Tecnologia: todos sabem cavar um poço para buscar água. Prudência: todos sabem o que é dor e prazer. Arte: todo o mundo gosta do que é bonito. A minha primeira cartilha foi o olhar do meu pai. Às vezes é o olhar do professor que está trabalhando contra. O olhar inaugura a aprendizagem. Eu só me vejo no olhar de vocês. A minha felicidade está no olhar de vocês.”
“Escola é o lugar da escuta. É preciso que se compreenda a diferença entre ouvir e escutar. Ouvir é um fenômeno fisiológico. Escutar pressupõe tentar adivinhar o que está obscuro.
Podemos estabelecer uma analogia com esse processo da escuta através dos conceitos da psicanálise: ego, o que eu conheço de mim; id, o que eu não conheço (vem pela arte); superego, o que gostaria de ser. O ego é o campo da dor, da alegria, da indiferença, dos medos. O eu é feito de pedaços do outro. Tudo é do outro. Escutar é permitir a presença do outro. O aluno que eu escuto vem morar em mim. A presença do outro me completa.”
“Escutar é mais importante do que falar. Ler é superior ao ato de escrever.
Nascer é receber a condenação de ser leitor. Para sempre. Se o professor é um leitor, o aluno também o será.”
Edição pessoal de recortes do pensamento do escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós publicados na revista PREÁ - N° 4 - Dezembro/2003 - Natal/RN, de autoria de José de Castro. Origami de Hojyo Takashi. (republicado hoje em sua memória)
Copiado do blog: www.professortexto.blogspot.com
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012
primavera
diz um cego
sentado na calçada
no vai e vem
das pessoas
"não quero moedas,
quero simplesmente
enxergar a primavera"
falam-me que é bela
não a vejo
sinto só o perfume,
não quero moedas
quero tocar e ver
as flores,
estória popular
sentado na calçada
no vai e vem
das pessoas
"não quero moedas,
quero simplesmente
enxergar a primavera"
falam-me que é bela
não a vejo
sinto só o perfume,
não quero moedas
quero tocar e ver
as flores,
estória popular
Sexta-feira, Janeiro 27, 2012
verdadeiramente
a verdadeira tela
está na tinta
jogada na atmosfera
na evaporação da ideia
não querida
despercebida
o verdadeiro poema
está na pre formação
da palavra
de um feto não gerado
é a imagem no branco
quando não vejo palavra
nem letra
nem ideia
só a canção
ouvida no âmago
da alma
Oreny Júnior
está na tinta
jogada na atmosfera
na evaporação da ideia
não querida
despercebida
o verdadeiro poema
está na pre formação
da palavra
de um feto não gerado
é a imagem no branco
quando não vejo palavra
nem letra
nem ideia
só a canção
ouvida no âmago
da alma
Oreny Júnior
Terça-feira, Janeiro 24, 2012
copos surrados
copos
suados
pelos
corpos
surrados
poesia
farrapo
qual
lençol
rasgado
em
noites
de
cabarés
Oreny Júnior
suados
pelos
corpos
surrados
poesia
farrapo
qual
lençol
rasgado
em
noites
de
cabarés
Oreny Júnior
Segunda-feira, Janeiro 09, 2012
ao meu amor,
ao meu amor
pulseiras
colar
de capim dourado
ao meu amor
vestidos de algas
ao meu amor
pérolas em poemas
ao meu amor
um roçado de sorrisos
ao meu amor
um chinelo com as pegadas do paraíso
ao meu amor
uma sinceridade
ao meu amor
dois filhos
iury
e
iwska
Oreny Júnior
pulseiras
colar
de capim dourado
ao meu amor
vestidos de algas
ao meu amor
pérolas em poemas
ao meu amor
um roçado de sorrisos
ao meu amor
um chinelo com as pegadas do paraíso
ao meu amor
uma sinceridade
ao meu amor
dois filhos
iury
e
iwska
Oreny Júnior
Domingo, Janeiro 08, 2012
rios,
...no meu rio
deixei poti
pescando camarão
na clara nuvem
da lua...
lua cheia
de itans
pirarucus
em forma de tubarões
...
no baixo assu
um povo pataxó
assobia no encanto
da galinha d'agua,
eita
meu rio angico
afluente dos paraíbas
que deságua
no meu seridó,
...
mãe tomava banho
no mar sagrado do itans
hoje mergulho
pra ver se a acho,
,
caminho pelos alecrim
a procura do meu pai,
..rio grande
meu rio sem norte,
.
um desencontro
.dois desejos
..uma vida
e uma morte,
Oreny Júnior
deixei poti
pescando camarão
na clara nuvem
da lua...
lua cheia
de itans
pirarucus
em forma de tubarões
...
no baixo assu
um povo pataxó
assobia no encanto
da galinha d'agua,
eita
meu rio angico
afluente dos paraíbas
que deságua
no meu seridó,
...
mãe tomava banho
no mar sagrado do itans
hoje mergulho
pra ver se a acho,
,
caminho pelos alecrim
a procura do meu pai,
..rio grande
meu rio sem norte,
.
um desencontro
.dois desejos
..uma vida
e uma morte,
Oreny Júnior
Terça-feira, Janeiro 03, 2012
Segunda-feira, Janeiro 02, 2012
Meu interior
...meu interior
não está entregue à faxina
nem a visitação pública
meu interior
é de quem amo
com doses de requinte
e reservas
meu interior
não é jazigo
de pedra e cal
meu interior
foi erguido
na docilidade da palavra
na penumbra da alma
é este interior
invernoso
que recheio de poesias
de cartas não remetidas
que
...eu
leio,
Oreny Júnior
não está entregue à faxina
nem a visitação pública
meu interior
é de quem amo
com doses de requinte
e reservas
meu interior
não é jazigo
de pedra e cal
meu interior
foi erguido
na docilidade da palavra
na penumbra da alma
é este interior
invernoso
que recheio de poesias
de cartas não remetidas
que
...eu
leio,
Oreny Júnior
Domingo, Janeiro 01, 2012
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
Domingo, Dezembro 25, 2011
Felicitações
aos meus
que repousam
nos braços
de Nosso Senhor
felicidades eternas
meu mano, Orlando
minha mãe, Zefa
meu pai, Oreny
fiquem com Deus
aqui na terrinha
continuamos na luta
xêro nas almas
não entendam
minhas lágrimas
como tristezas
só saudades
breve ficarei bem
amém
Oreny Júnior
que repousam
nos braços
de Nosso Senhor
felicidades eternas
meu mano, Orlando
minha mãe, Zefa
meu pai, Oreny
fiquem com Deus
aqui na terrinha
continuamos na luta
xêro nas almas
não entendam
minhas lágrimas
como tristezas
só saudades
breve ficarei bem
amém
Oreny Júnior
Sábado, Dezembro 24, 2011
Feliz Natal
aqui
não caem
flocos de neve
nem descem
os papais nas chaminés
aqui
os abrigos
necessitam de abraços
os mendigos necessitam de agasalhos
aqui
é verão
de torrar os culhões
vamos festejar
o Natal
doando nosso sorriso
nossas orações
aos necessitados
essa é a melhor festa
banquetes aos pobres
aos nossos irmãos
Feliz Natal
presidiários
enfermos
mendigos
solitários
depressivos
Feliz Natal
desesperançosos
órfãos
viúvas
Feliz Natal
Amém!
Oreny Júnior
não caem
flocos de neve
nem descem
os papais nas chaminés
aqui
os abrigos
necessitam de abraços
os mendigos necessitam de agasalhos
aqui
é verão
de torrar os culhões
vamos festejar
o Natal
doando nosso sorriso
nossas orações
aos necessitados
essa é a melhor festa
banquetes aos pobres
aos nossos irmãos
Feliz Natal
presidiários
enfermos
mendigos
solitários
depressivos
Feliz Natal
desesperançosos
órfãos
viúvas
Feliz Natal
Amém!
Oreny Júnior
Sexta-feira, Dezembro 23, 2011
Terça-feira, Dezembro 20, 2011
meu manoel
parabens
seu manoel
meu manoel
parabens
meu poeta
seu poema
é o meu encanto
doutor manoel
parabens
pantaneiro
homem
de riso fácil
manoel
passarinhará
passarinharei
manoel
homem
de
barro
carrega
na
poesia
o canto
do pássaro
seu poema
é um assobio
é uma ninheira
de ovinhos novos
a eclodir
de manhã cedinho
no cheirinho do café
Oreny Júnior
seu manoel
meu manoel
parabens
meu poeta
seu poema
é o meu encanto
doutor manoel
parabens
pantaneiro
homem
de riso fácil
manoel
passarinhará
passarinharei
manoel
homem
de
barro
carrega
na
poesia
o canto
do pássaro
seu poema
é um assobio
é uma ninheira
de ovinhos novos
a eclodir
de manhã cedinho
no cheirinho do café
Oreny Júnior
Domingo, Dezembro 18, 2011
flor felina
árida
parida
ser-
-tão
terra
que
geme
germina
sertão
árida
varrida
sou-
-te
então
parida
por
ti
menina
madrigal
germina
meu
broto
flor
felina
Oreny Júnior
parida
ser-
-tão
terra
que
geme
germina
sertão
árida
varrida
sou-
-te
então
parida
por
ti
menina
madrigal
germina
meu
broto
flor
felina
Oreny Júnior
Domingo, Dezembro 11, 2011
Sexta-feira, Dezembro 09, 2011
maracatú com caranguejo
brucutú
vamos
dançar
maracatú
de
chico
science
afro
ciber
délico
maracatú
mautner
atômico
lenine
capiba
beberibe
potengy
maracatú
meu
coco
de
roda
Oreny Júnior
vamos
dançar
maracatú
de
chico
science
afro
ciber
délico
maracatú
mautner
atômico
lenine
capiba
beberibe
potengy
maracatú
meu
coco
de
roda
Oreny Júnior
Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
menu
ristoranti
menu
chateau
pizza
bolonhesa
quero
meu cardápio
tupi
quero cuscuz
tapioca
mungunzá
não
a luz de velas
mas
no cheiro do candeeiro
onde a fumaça
exala a figura
metalinguística
da minha nação
potyguar
Oreny Júnior
menu
chateau
pizza
bolonhesa
quero
meu cardápio
tupi
quero cuscuz
tapioca
mungunzá
não
a luz de velas
mas
no cheiro do candeeiro
onde a fumaça
exala a figura
metalinguística
da minha nação
potyguar
Oreny Júnior
Sábado, Dezembro 03, 2011
mangaieiro
já masquei raspa de marmeleiro
pra parar de cagar
já limpei o cú
com folha de cajueiro brabo
já escovei os dentes
com raspa de juá
já tomei banho
esfregando o pescoço
com caco de telha
já espantei os maus espíritos
com banho de jurema
já pus os ovos de molho
numa bacia pra poder mijar
já vendí meus discos vinil
pra comprar leite pro meu filho
já apanhei manga espada
no sítio da viúva machado
e cajú maria rachada
no sítio do soldado
já mentí
querendo vender a verdade
pra sobreviver
já pus prego
no rabicho da sandália
pra caminhar no rumo da poesia
eu já
juro
que já
Oreny Júnior
pra parar de cagar
já limpei o cú
com folha de cajueiro brabo
já escovei os dentes
com raspa de juá
já tomei banho
esfregando o pescoço
com caco de telha
já espantei os maus espíritos
com banho de jurema
já pus os ovos de molho
numa bacia pra poder mijar
já vendí meus discos vinil
pra comprar leite pro meu filho
já apanhei manga espada
no sítio da viúva machado
e cajú maria rachada
no sítio do soldado
já mentí
querendo vender a verdade
pra sobreviver
já pus prego
no rabicho da sandália
pra caminhar no rumo da poesia
eu já
juro
que já
Oreny Júnior
Terça-feira, Novembro 29, 2011
Sábado, Novembro 26, 2011
boneca de milho
boneca
de
milho
faço
tranças
em você
com
a
espiga
do
nosso
roçado
deixo-te
rendada
com
os bilros
dos nossos dedos
e lambuzada
com o engenho
de tantos carnavais
canaviais
Oreny Júnior
de
milho
faço
tranças
em você
com
a
espiga
do
nosso
roçado
deixo-te
rendada
com
os bilros
dos nossos dedos
e lambuzada
com o engenho
de tantos carnavais
canaviais
Oreny Júnior
Quarta-feira, Novembro 23, 2011
Terça-feira, Novembro 22, 2011
Domingo, Novembro 20, 2011
beija flor
meu beija flor
está sem mel
meu beijo
está sem flor
para o meu beija flor
água com açúcar
para o nosso amor
voo de despedida
de um colibri
sem néctar
Oreny Júnior
está sem mel
meu beijo
está sem flor
para o meu beija flor
água com açúcar
para o nosso amor
voo de despedida
de um colibri
sem néctar
Oreny Júnior
Sábado, Novembro 19, 2011
desconverso
des
converso
este
conto
des
conto
o
verso
desconverso
sem
desconto
as
penúltimas
partículas
não dadas
por sua língua
Oreny Júnior
converso
este
conto
des
conto
o
verso
desconverso
sem
desconto
as
penúltimas
partículas
não dadas
por sua língua
Oreny Júnior
Sexta-feira, Novembro 18, 2011
Sábado, Novembro 12, 2011
cálice
cálice
cale-se
não revele
o segredo
desse vinho
bastam
os risos
as felicidades
cale-se
cálice
Oreny Júnior
cale-se
não revele
o segredo
desse vinho
bastam
os risos
as felicidades
cale-se
cálice
Oreny Júnior
Terça-feira, Novembro 08, 2011
revoada
eu ví
uma revoada
de poemas
se assentando
nos gravetos cinzas
de um sertão
de caicó
falava pataxó
potyguar
fez postura
comeu no bico
criou asa
e avuou
Oreny Júnior
uma revoada
de poemas
se assentando
nos gravetos cinzas
de um sertão
de caicó
falava pataxó
potyguar
fez postura
comeu no bico
criou asa
e avuou
Oreny Júnior
Terça-feira, Novembro 01, 2011
rebento
o meu rebento
é uma canção que se avizinha
que ainda está pra nascer
o meu rebento
é um brado forte
com cordas de aço
em um coração partido
o meu rebento
é essa poesia
sanguinária
louvando as cavalarias de retirantes
o meu rebento
é esse rebanho de famintos
que clamam liberdade
o meu rebento
ah! quem me dera
o meu rebento
é poder saciar essa sede
nos braços da mulher amada
e declamar cedinho
em espumas ondulosas
esse mar de sorrisos
um sorriso de manoel de barros
...deixe que eu quero chegar
!!!!!!!!
Oreny Júnior
é uma canção que se avizinha
que ainda está pra nascer
o meu rebento
é um brado forte
com cordas de aço
em um coração partido
o meu rebento
é essa poesia
sanguinária
louvando as cavalarias de retirantes
o meu rebento
é esse rebanho de famintos
que clamam liberdade
o meu rebento
ah! quem me dera
o meu rebento
é poder saciar essa sede
nos braços da mulher amada
e declamar cedinho
em espumas ondulosas
esse mar de sorrisos
um sorriso de manoel de barros
...deixe que eu quero chegar
!!!!!!!!
Oreny Júnior
Segunda-feira, Outubro 31, 2011
drummondiana
...neste dia D
uma ave drummondiana
despejou gotas de sementes de poesia
no meu berço
chorei
pedí peito
adormecí
acordei poeta...
Oreny Júnior
uma ave drummondiana
despejou gotas de sementes de poesia
no meu berço
chorei
pedí peito
adormecí
acordei poeta...
Oreny Júnior
Sexta-feira, Outubro 21, 2011
verbos
na leveza da vida
atentei para um post
onde inicia assim
"despi-me e dispus-me"
aí paro, respiro e penso
quanta sensibilidade, trato, manejo
com as palavras que se fazem versos
e verbos..
comentei no mesmo blog
palavras dispersas
onde o alinhamento provavelmente esteja
longe ou em busca da "felicidade"
...dois verbos num só sujeito,
numa ação direta com o próximo verbo,
amar...
Oreny Júnior
atentei para um post
onde inicia assim
"despi-me e dispus-me"
aí paro, respiro e penso
quanta sensibilidade, trato, manejo
com as palavras que se fazem versos
e verbos..
comentei no mesmo blog
palavras dispersas
onde o alinhamento provavelmente esteja
longe ou em busca da "felicidade"
...dois verbos num só sujeito,
numa ação direta com o próximo verbo,
amar...
Oreny Júnior
Segunda-feira, Outubro 17, 2011
Quinta-feira, Outubro 13, 2011
uma dose de saudade
na coletividade da saudade
carrego um bando de algas que desfilam
os rios que me levam
igarapés
igapós
baobás
às margens de um piranhas açú
na coletividade dessa saudade
deixo as perdizes
da minha infância
para encontrar-me
com a multicoloridade
dessa fauna centro sul
na coletividade dessa saudade
deixo os acordes da esperança
e ouço um violeiro do pantanal
cantando
ando devagar
porque já tive pressa
e levo esse sorriso...
na coletividade dessa saudade
a poesia
e os abraços são virtuais
meu potengi
meus banhos de mar
tudo
os beijos
que mando pra amada
são virtuais
ouví há pouco tempo
o latido velho e cansado do meu cão
cansado de tanto me esperar...
adormece
durmo com ele
a espera do voo
que me leva
ao nosso uivo
nas asas de uma tal...
felicidade
Oreny Júnior
carrego um bando de algas que desfilam
os rios que me levam
igarapés
igapós
baobás
às margens de um piranhas açú
na coletividade dessa saudade
deixo as perdizes
da minha infância
para encontrar-me
com a multicoloridade
dessa fauna centro sul
na coletividade dessa saudade
deixo os acordes da esperança
e ouço um violeiro do pantanal
cantando
ando devagar
porque já tive pressa
e levo esse sorriso...
na coletividade dessa saudade
a poesia
e os abraços são virtuais
meu potengi
meus banhos de mar
tudo
os beijos
que mando pra amada
são virtuais
ouví há pouco tempo
o latido velho e cansado do meu cão
cansado de tanto me esperar...
adormece
durmo com ele
a espera do voo
que me leva
ao nosso uivo
nas asas de uma tal...
felicidade
Oreny Júnior
Sexta-feira, Outubro 07, 2011
bullying
até os quinze anos de idade
meu pai mandava raspar minha cabeça
e a dos meus irmãos tambem
quando chegava na escola no outro dia
a galera da classe tirava o selo
era cada tapa, chega estalava
nunca adoecí
nem sofria desse tal de bullying
quando criança apelidavam-me de papa figo
isso mesmo
papa figo
nunca adoecí
nem sofria desse tal de bullying
outro apelido
cabeção
p.q.p
cabeção
nunca adoecí
nem sofria desse tal de bullying
hoje em dia
minha nossa senhora
é bullying pra lá
bullying pra acolá
chega dá nojo
é psicólogo ganhando dinheiro a toa
escrevendo até livro sobre esse tal de bullying
nesses tempos "modernos"
e eu só tenho 49 anos
não sou tão antigo assim
está faltando uma coisa somente
educação
educação minha gente
falta roçado pra esse povo
pegar na chibanca e destocar 1 ha de terra por dia
falta esse povo suar a camisa com dignidade
com respeito e amor ao seu irmão
bullying é a ociosidade
Oreny Júnior
meu pai mandava raspar minha cabeça
e a dos meus irmãos tambem
quando chegava na escola no outro dia
a galera da classe tirava o selo
era cada tapa, chega estalava
nunca adoecí
nem sofria desse tal de bullying
quando criança apelidavam-me de papa figo
isso mesmo
papa figo
nunca adoecí
nem sofria desse tal de bullying
outro apelido
cabeção
p.q.p
cabeção
nunca adoecí
nem sofria desse tal de bullying
hoje em dia
minha nossa senhora
é bullying pra lá
bullying pra acolá
chega dá nojo
é psicólogo ganhando dinheiro a toa
escrevendo até livro sobre esse tal de bullying
nesses tempos "modernos"
e eu só tenho 49 anos
não sou tão antigo assim
está faltando uma coisa somente
educação
educação minha gente
falta roçado pra esse povo
pegar na chibanca e destocar 1 ha de terra por dia
falta esse povo suar a camisa com dignidade
com respeito e amor ao seu irmão
bullying é a ociosidade
Oreny Júnior
Segunda-feira, Outubro 03, 2011
continente
sou esquina do continente
quase não mais
south america
banho-me nas bacias
duneiras
de jacumã
jenipabú
sou manhã
de cuscuz com sal
sou salinas
sou macau
sou esquina desse continente
brejeiro
sou moleque
cocadeiro
vendí muito din din
sou natal
dizem que fica no litoral
peladeiro
batia bola na praia do forte
hoje
faço gol na saudade
sou esquina
abcedista de coração
conterrâneo de cascudo
o poeta da junqueira ayres
sou esquina
sou menino
arteiro
chorão
traquino
Oreny Júnior
quase não mais
south america
banho-me nas bacias
duneiras
de jacumã
jenipabú
sou manhã
de cuscuz com sal
sou salinas
sou macau
sou esquina desse continente
brejeiro
sou moleque
cocadeiro
vendí muito din din
sou natal
dizem que fica no litoral
peladeiro
batia bola na praia do forte
hoje
faço gol na saudade
sou esquina
abcedista de coração
conterrâneo de cascudo
o poeta da junqueira ayres
sou esquina
sou menino
arteiro
chorão
traquino
Oreny Júnior
Domingo, Outubro 02, 2011
palabra
pala
dar
pala
bras
lavra
das
é
ouro
incenso
dos
deuses
pala
vras
ara
das
ao
grão
de
milho
tateio
na palavra
refino
da
poesia
Oreny Júnior
dar
pala
bras
lavra
das
é
ouro
incenso
dos
deuses
pala
vras
ara
das
ao
grão
de
milho
tateio
na palavra
refino
da
poesia
Oreny Júnior
Quinta-feira, Setembro 29, 2011
Domingo, Setembro 25, 2011
mesa
sobre a mesa
retratos de família
perfumes
desodorantes
creme para mãos
sobre a mesa
relógio
cadeado
carregador de celular
a bíblia até
sobre a mesa
carteira aberta
cartões jogados pós compra
sobre a mesa
calendário
cachaça envelhecida
crucifixo
com cinco pai nosso
e cinquenta ave marias
sobre a mesa
pente
agenda não usada
remédios
sobre a mesa
computador
mãos solitárias
digitando em busca de um sorriso
sobre a mesa
boletos bancários
lápis
velas pós morte
sobre a mesa
poeira
carregador de celular
celular sem rede
quando meu amor ligar
vai dar em caixa
sinal aqui é ruim
sobre a mesa
um cerra pra unha
tenho um fungo
sobre a mesa
moedas em miaeiro
sobre a mesa
nada
Oreny Júnior
retratos de família
perfumes
desodorantes
creme para mãos
sobre a mesa
relógio
cadeado
carregador de celular
a bíblia até
sobre a mesa
carteira aberta
cartões jogados pós compra
sobre a mesa
calendário
cachaça envelhecida
crucifixo
com cinco pai nosso
e cinquenta ave marias
sobre a mesa
pente
agenda não usada
remédios
sobre a mesa
computador
mãos solitárias
digitando em busca de um sorriso
sobre a mesa
boletos bancários
lápis
velas pós morte
sobre a mesa
poeira
carregador de celular
celular sem rede
quando meu amor ligar
vai dar em caixa
sinal aqui é ruim
sobre a mesa
um cerra pra unha
tenho um fungo
sobre a mesa
moedas em miaeiro
sobre a mesa
nada
Oreny Júnior
Terça-feira, Setembro 13, 2011
Domingo, Setembro 11, 2011
chenille
ah, como eu queria
dá um cafuné no tempo
pra ele adormecer
e eu dormir
no inverno da
sua montanha
hibernando
em colchas e mais colchas
de chenille
meu trapo
remendado
Oreny Júnior
dá um cafuné no tempo
pra ele adormecer
e eu dormir
no inverno da
sua montanha
hibernando
em colchas e mais colchas
de chenille
meu trapo
remendado
Oreny Júnior
Quarta-feira, Setembro 07, 2011
beijo
...quando você tiver
provado do meu beijo
te darei minha língua,
*não pense que é minha palavra*
Oreny Júnior
(para minha filha, Iwska Isadora)
provado do meu beijo
te darei minha língua,
*não pense que é minha palavra*
Oreny Júnior
(para minha filha, Iwska Isadora)
Domingo, Setembro 04, 2011
aterriso na saudade
cachaça de salinas
ñambú no fogo
teresinha de jesus na vitrola
banho no cachorro
revisito minh'alma
cheiro da amada
escorre na canela
voo me imbora
Oreny Júnior
ñambú no fogo
teresinha de jesus na vitrola
banho no cachorro
revisito minh'alma
cheiro da amada
escorre na canela
voo me imbora
Oreny Júnior
Quinta-feira, Agosto 18, 2011
cão
o meu cão
revira as últimas latas
em busca dos últimos ossos
que castigam sua velhice
o meu cão
perde seu olfato
como quem se perde
procurando seu norte
o meu cão
perde o brilho dos olhos
olhos de uma espera
que nunca acaba
eita dono vagabundo
o meu cão rasteja
nossa solidão
o meu cão
não mais uiva
como uiva ginsberg
em busca de trilhas
em estações esquecidas
bravo cão
seus latidos
são meus poemas
seus poemas
serão meus latidos
Oreny Júnior
revira as últimas latas
em busca dos últimos ossos
que castigam sua velhice
o meu cão
perde seu olfato
como quem se perde
procurando seu norte
o meu cão
perde o brilho dos olhos
olhos de uma espera
que nunca acaba
eita dono vagabundo
o meu cão rasteja
nossa solidão
o meu cão
não mais uiva
como uiva ginsberg
em busca de trilhas
em estações esquecidas
bravo cão
seus latidos
são meus poemas
seus poemas
serão meus latidos
Oreny Júnior
Domingo, Agosto 07, 2011
Domingo, Julho 31, 2011
uma cachaça
uma cachaça
algumas gotas de limão
um brinde aos céus
gonzaguinha na vitrola
ou melhor
no notebook
pen drive
uma cachaça
um só copo
um silêncio
uma cachaça
o arroz no fogo
a carne pra passar
uma cachaça
meia dose
dois silêncios
sem
cios,
Oreny Júnior
algumas gotas de limão
um brinde aos céus
gonzaguinha na vitrola
ou melhor
no notebook
pen drive
uma cachaça
um só copo
um silêncio
uma cachaça
o arroz no fogo
a carne pra passar
uma cachaça
meia dose
dois silêncios
sem
cios,
Oreny Júnior
Sexta-feira, Julho 22, 2011
wanted
procura-se
um
umbigo
tenho
informações
que
o
mesmo
foi
enterrado
no
quintal
de
uma
vila
num
cortiço
do
alecrim
Oreny Júnior
um
umbigo
tenho
informações
que
o
mesmo
foi
enterrado
no
quintal
de
uma
vila
num
cortiço
do
alecrim
Oreny Júnior
Segunda-feira, Julho 18, 2011
Quinta-feira, Julho 14, 2011
imaginário
no imaginário da poesia
tateio nos meridianos e paralelos
da sua geografia
transito em capricórnio
navego em câncer
arranho seu equador
no imaginário da poesia
acoberto-me ao seu relento
gotas de orvalho
em polos (ant)árticos
Oreny Júnior
tateio nos meridianos e paralelos
da sua geografia
transito em capricórnio
navego em câncer
arranho seu equador
no imaginário da poesia
acoberto-me ao seu relento
gotas de orvalho
em polos (ant)árticos
Oreny Júnior
Quarta-feira, Julho 06, 2011
mefistófeles
mefisto
feles
fela da puta
esse
goethe
a felicidade
em fausto
é varinha de condão
Oreny Júnior
feles
fela da puta
esse
goethe
a felicidade
em fausto
é varinha de condão
Oreny Júnior
Terça-feira, Julho 05, 2011
avesso
certa vez meu amigo
você me falou
que gostaria de ganhar o mundo
de ser universal...
pois meu amigo
o universo e o mundo
eu te dou de troco
e viveria feliz
no teu quintal
gargalhando e achando bom
o som da chuva da nossa província...
Oreny Júnior
você me falou
que gostaria de ganhar o mundo
de ser universal...
pois meu amigo
o universo e o mundo
eu te dou de troco
e viveria feliz
no teu quintal
gargalhando e achando bom
o som da chuva da nossa província...
Oreny Júnior
Sábado, Julho 02, 2011
cubismo
o vendedor
de cavaco chinês
retrata o cubismo geométrico
de picasso
e a musicalidade
de jackson do pandeiro
Oreny Júnior
de cavaco chinês
retrata o cubismo geométrico
de picasso
e a musicalidade
de jackson do pandeiro
Oreny Júnior
Segunda-feira, Junho 27, 2011
Bukowski
estou sem fósforos
as molas do meu sofá
estouraram
roubaram minha maleta
roubaram minha tela a óleo
de dois olhos rosados
meu carro quebrou
lesmas escalam as paredes
do meu banheiro
meu coração está partido
mas as ações tiveram
um dia de alta
no mercado
Bukowski
as molas do meu sofá
estouraram
roubaram minha maleta
roubaram minha tela a óleo
de dois olhos rosados
meu carro quebrou
lesmas escalam as paredes
do meu banheiro
meu coração está partido
mas as ações tiveram
um dia de alta
no mercado
Bukowski
Sexta-feira, Junho 24, 2011
manipuera
maniva
roça
caçuá
raspa
mandioca
prensa
manipuera
goma
fresquinha
passada
na arupema
tapioca
quentinha
direto
de
brejinho
Oreny Júnior
roça
caçuá
raspa
mandioca
prensa
manipuera
goma
fresquinha
passada
na arupema
tapioca
quentinha
direto
de
brejinho
Oreny Júnior
Quarta-feira, Junho 22, 2011
Sexta-feira, Junho 17, 2011
atrás das palavras
...vamos brincar
de esconde esconde??
-vamos!!
...já!!
até hoje
ninguem me achou
não conte a ninguem
esse tempo todo
fiquei escondido
atrás das palavras...
Oreny Júnior
de esconde esconde??
-vamos!!
...já!!
até hoje
ninguem me achou
não conte a ninguem
esse tempo todo
fiquei escondido
atrás das palavras...
Oreny Júnior
Domingo, Junho 12, 2011
Carta aberta à minha namorada
...oi paixão, blz?? mais um dia desses, agora, namorados, como foram anteriores, mães, aniversário de filhos, data de casamento, e como sempre, eu, este ser, eternamente ausente...vamos deixar as queixas de lado e falar de nós dois, sim, nós dois...venho nesta missiva, hoje, eletrônica, com nome de e-mail, de twitter, blog e o caralho a quatro...de longe, daqui desse mato grosso do sul, onde as araras barulham, dizem até teu nome ou apelido, maga, maga...pense numa coisa que dói, chama-se saudade, porra, dói pra caralho, mas como diz pessoa, navegar é preciso...meu sentimento por ti não se resume em palavras, em poesias, em lembretes...simplesmente numa coisa inexplicável, que eu sinto, acredite, uma coisa lá de dentro, sabe...uns chamam de paixão, outros de amor, mas não sei, é uma coisa assim, que gela, arrepia, deixam os olhos brilhosos, o pau duro, sei lá o que mais...é assim, que assim sejamos eternamente felizes...feliz dia dos namorados!!!
Oreny Júnior
Oreny Júnior
Segunda-feira, Junho 06, 2011
bíblion
bíblion
bíblia
pérgamo
pergaminho
alexandria
o caminho
de kávafis
o reino
da
poesia
Oreny Júnior
bíblia
pérgamo
pergaminho
alexandria
o caminho
de kávafis
o reino
da
poesia
Oreny Júnior
Quinta-feira, Junho 02, 2011
vadia
cansei
de
ser
vadia
vou
dependurar
minhas
calcinhas
nessa
cerca
de
pau
a
pique
meu
varal
catingueiro
Oreny Júnior
(ao dia internacional da prostituta)
de
ser
vadia
vou
dependurar
minhas
calcinhas
nessa
cerca
de
pau
a
pique
meu
varal
catingueiro
Oreny Júnior
(ao dia internacional da prostituta)
Segunda-feira, Maio 30, 2011
Domingo, Maio 29, 2011
nambú
...de longe
nas marias
as lavadeiras
observam
o voo das nambú
o espanta boiada
pé encarnado
pé amarelo...
vai nambú
busca aquele tempo
de poesia
de pendurico
e borná,
Oreny Júnior
nas marias
as lavadeiras
observam
o voo das nambú
o espanta boiada
pé encarnado
pé amarelo...
vai nambú
busca aquele tempo
de poesia
de pendurico
e borná,
Oreny Júnior
Sexta-feira, Maio 27, 2011
comedor de calango
...oi meu amigo, venho aqui pedir licença pra escrever essa fala, uma fala de um nordestino, comedor de calango, isso mesmo, comedor de calango, tão bem falado por você...não se chateie comigo não, é que eu sou um pouco sincero, gosto de falar o que sinto, e sinto muito orgulho, de um dia ter podido comer o calango...tijuaçú melhor não há, melhor que galinha caipira...foi comendo calango que aprendí a te oferecer o amigo que sou...foi comendo calango que pude te oferecer o abrigo, um jantar, tão bem apreciado por vosmicê...ser comedor de calango não é desonra, é ser caçador nato, caçador de oportunidades, de trabalho, trabalho, não emprego...ser comedor de calango, é ser um batalhador, é ser um catingueiro, é ter o sertão dentro de si, dentro de todo esse universo...comedor de calango é um homem feliz, pai de família feliz...comedor de calango meu amigo, dá o melhor de si, em todas as situações...posso te oferecer tambem, alem de um bom calango, um bom prato de carne de sol com macaxeira e manteiga da terra, um feijão verde com nata e maxixe, um bom cuscuz, uma boa tapioca com um queijo de coalho, uma boa samanaú, uma boa prosa, um bom verso...pode ter certeza, é com esse calango, que rasga veredas, dunas, sertões, que terás sempre um amigo, que possas confiar, confiar, virtude de poucos...o calango rasteja, um ser réptil, vertebrado, em busca do seu pão...
abraços...
Oreny Júnior
abraços...
Oreny Júnior
Terça-feira, Maio 24, 2011
gripe na poesia
meus amores
tô dodói
tô sem condições
de fazer poesia
tomei a vacina tríplice
hn 2
hn 3
anti gripal
sem anti corpos
não imune
as juntas doem
a garganta tbm
analgésicos
chás e comprimidos
febre
corpo quente
sem poesia
Oreny Júnior
tô dodói
tô sem condições
de fazer poesia
tomei a vacina tríplice
hn 2
hn 3
anti gripal
sem anti corpos
não imune
as juntas doem
a garganta tbm
analgésicos
chás e comprimidos
febre
corpo quente
sem poesia
Oreny Júnior
Sábado, Maio 21, 2011
Terça-feira, Maio 17, 2011
buliçoso
...você me chama
de buliçoso
porque eu bulo com você...
............
eu não enxergo meu bem
eu toco
eu tateio
no seu corpo
............
confesso
foi um belo poema
tatear esse infinito
............
derme
epiderme
vogal
............
Oreny Júnior
de buliçoso
porque eu bulo com você...
............
eu não enxergo meu bem
eu toco
eu tateio
no seu corpo
............
confesso
foi um belo poema
tatear esse infinito
............
derme
epiderme
vogal
............
Oreny Júnior
menino arteiro
...gostaria de poder ter continuado
o menino arteiro(fazedor de arte),
não um adulto
fazedor de poesia(solitário)...
Oreny Júnior
o menino arteiro(fazedor de arte),
não um adulto
fazedor de poesia(solitário)...
Oreny Júnior
Domingo, Maio 15, 2011
feira da cidade da esperança
1 galinha caipira, 22 reais
3 mói de cuento, 2 reais
5 espigas de milho, 2 reais
1 kg de feijão verde, 6 reais
1/2 kg de feijão macassar, 2 reais
1/2 kg de castanha de cajú, 12 reais
giló, maxixe pro meu papagaio, 2 reais
sou feliz na feira da cidade da esperança
Oreny Júnior
3 mói de cuento, 2 reais
5 espigas de milho, 2 reais
1 kg de feijão verde, 6 reais
1/2 kg de feijão macassar, 2 reais
1/2 kg de castanha de cajú, 12 reais
giló, maxixe pro meu papagaio, 2 reais
sou feliz na feira da cidade da esperança
Oreny Júnior
Domingo, Maio 08, 2011
...zefa
oi mãe
tive hoje
no seu túmulo
acendemos quatro velas
eu, a maga, a sua branquela,...
a quarta fica
para os que
necessitam de luz
o iury não foi
ficou dormindo
é um pouco introspecto,
entenda...
estamos bem
núbia chora,
mas se cala
oberla tá um pouco gordo
osmar tqlo
ossian vai bem,
xero
desse chorão
que tanto te ama,
..
.
Oreny Júnior
tive hoje
no seu túmulo
acendemos quatro velas
eu, a maga, a sua branquela,...
a quarta fica
para os que
necessitam de luz
o iury não foi
ficou dormindo
é um pouco introspecto,
entenda...
estamos bem
núbia chora,
mas se cala
oberla tá um pouco gordo
osmar tqlo
ossian vai bem,
xero
desse chorão
que tanto te ama,
..
.
Oreny Júnior
Terça-feira, Maio 03, 2011
Domingo, Maio 01, 2011
diorenysíaco
na poemarqueologia a terra goza no tirraguzo à flor da peletransporte para um estado diorenysíaco!
.......................
Carito(comentário no poema "felicidade geral", postado no Substantivo Plural),
.......................
Carito(comentário no poema "felicidade geral", postado no Substantivo Plural),
Sábado, Abril 30, 2011
láctea
rachas
minha
cabeça
ao
meio
feito
caracóis
em
pau
de
seringueira
deixando
o
leite
escorrer,
.
.
.
Oreny Júnior
minha
cabeça
ao
meio
feito
caracóis
em
pau
de
seringueira
deixando
o
leite
escorrer,
.
.
.
Oreny Júnior
Sexta-feira, Abril 29, 2011
felicidade geral
mautner
paêbirú
zé
lula
paulo césar pinheiro
o importante é que nossa emoção sobreviva
massafeira
patativa a flor da pele
banda de pau e corda
flor de cactus
quinteto violado
teca calazans
elomar
nas barrancas do rio gavião
elino julião
o rabo do jumento
alceu, geraldo
brincando de água doce
as margens do velho chico
chico césar
no festival do forte em natal 1981
a lagoa de pitangui desconhecida
...
a felicidade era geral...
Oreny Júnior
paêbirú
zé
lula
paulo césar pinheiro
o importante é que nossa emoção sobreviva
massafeira
patativa a flor da pele
banda de pau e corda
flor de cactus
quinteto violado
teca calazans
elomar
nas barrancas do rio gavião
elino julião
o rabo do jumento
alceu, geraldo
brincando de água doce
as margens do velho chico
chico césar
no festival do forte em natal 1981
a lagoa de pitangui desconhecida
...
a felicidade era geral...
Oreny Júnior
Sábado, Abril 23, 2011
Sexta-feira, Abril 22, 2011
balcão de bar
no balcão de bar
um papo
dezenas de verbos
quem sabe
um verso
um balcão de bar
histórias
estórias
pouco importa a veracidade
sim
o balcão de bar
cotovelo direito apoiado
e uma atenção
um toque
um violão
de balcão de bar
memórias
um choro
alegres lembranças
em um balcão de bar
um gole
um trago
um gosto
um beijo
em um balcão de bar
a saideira
que nunca termina
em um balcão de bar
até o próximo encontro
camaradas meus
neste mesmo
balcão de bar
Oreny Júnior
um papo
dezenas de verbos
quem sabe
um verso
um balcão de bar
histórias
estórias
pouco importa a veracidade
sim
o balcão de bar
cotovelo direito apoiado
e uma atenção
um toque
um violão
de balcão de bar
memórias
um choro
alegres lembranças
em um balcão de bar
um gole
um trago
um gosto
um beijo
em um balcão de bar
a saideira
que nunca termina
em um balcão de bar
até o próximo encontro
camaradas meus
neste mesmo
balcão de bar
Oreny Júnior
vida toda linguagem
Vida toda linguagem,
frase perfeita sempre, talvez verso,
geralmente sem qualquer adjetivo,
coluna sem ornamento, geralmente partida.
Vida toda linguagem,
há entretanto um verbo, um verbo sempre, e um nome
aqui, ali, assegurando a perfeição
eterna do período, talvez verso,
talvez interjetivo, verso, verso.
Vida toda linguagem,
feto sugando em língua compassiva
o sangue que criança espalhará - oh metáfora ativa!
leite jorrado em fonte adolescente,
sêmen de homens maduros, verbo, verbo.
Vida toda linguagem,
bem o conhecem velhos que repetem,
contra negras janelas, cintilantes imagens
que lhes estrelam turvas trajetórias.
Vida toda linguagem --
como todos sabemos
conjugar esses verbos, nomear
esses nomes:
amar, fazer, destruir,
homem, mulher e besta, diabo e anjo
E deus talvez, e nada
Vida toda linguagem,
vida sempre perfeita,
imperfeitos somente os vocábulos mortos
com que um homem jovem, nos terraços do inverno,
contra a chuva,
tenta fazê-la enterna - com se lhe faltasse
outra, imortal sintaxe
à vida que é perfeita
língua
eterna.
Mário Faustino
frase perfeita sempre, talvez verso,
geralmente sem qualquer adjetivo,
coluna sem ornamento, geralmente partida.
Vida toda linguagem,
há entretanto um verbo, um verbo sempre, e um nome
aqui, ali, assegurando a perfeição
eterna do período, talvez verso,
talvez interjetivo, verso, verso.
Vida toda linguagem,
feto sugando em língua compassiva
o sangue que criança espalhará - oh metáfora ativa!
leite jorrado em fonte adolescente,
sêmen de homens maduros, verbo, verbo.
Vida toda linguagem,
bem o conhecem velhos que repetem,
contra negras janelas, cintilantes imagens
que lhes estrelam turvas trajetórias.
Vida toda linguagem --
como todos sabemos
conjugar esses verbos, nomear
esses nomes:
amar, fazer, destruir,
homem, mulher e besta, diabo e anjo
E deus talvez, e nada
Vida toda linguagem,
vida sempre perfeita,
imperfeitos somente os vocábulos mortos
com que um homem jovem, nos terraços do inverno,
contra a chuva,
tenta fazê-la enterna - com se lhe faltasse
outra, imortal sintaxe
à vida que é perfeita
língua
eterna.
Mário Faustino
Quinta-feira, Abril 21, 2011
nelson rodrigues
(em memória do inesquecível tricolor, homem de teatro, nelson rodrigues...)
...a verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. as vitórias dos outros são simples, quase sem graça (...) as nossas são cardíacas. as dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis (...) vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico... tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos"...
Nelson Rodrigues
...a verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. as vitórias dos outros são simples, quase sem graça (...) as nossas são cardíacas. as dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis (...) vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico... tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos"...
Nelson Rodrigues
Segunda-feira, Abril 18, 2011
mel da cal
sou o mel
da cal
sou cloreto
sal
sol
cimento
sou poeta
de nascimento
sou menino
sou guri
sou mendigo
sou melaço
renascimento
sou do porto
geni
órfão
de rua
sou o mel
da cal
sem teto
sem talento
Oreny Júnior
da cal
sou cloreto
sal
sol
cimento
sou poeta
de nascimento
sou menino
sou guri
sou mendigo
sou melaço
renascimento
sou do porto
geni
órfão
de rua
sou o mel
da cal
sem teto
sem talento
Oreny Júnior
a fábrica do poema
sonho o poema de arquitetura ideal
cuja própria nata de cimento
encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
faíscas das britas e leite das pedras.
acordo;
e o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
acordo;
o prédio, pedra e cal, esvoaça
como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se,
cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
acordo, e o poema-miragem se desfaz
desconstruído como se nunca houvera sido.
acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas
e os ouvidos moucos,
assim é que saio dos sucessivos sonos:
vão-se os anéis de fumo de ópio
e ficam-me os dedos estarrecidos.
metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
sumidos no sorvedouro.
não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
no topo fantasma da torre de vigia
nem a simulação de se afundar no sono.
nem dormir deveras.
pois a questão-chave é:
sob que máscara retornará o recalcado?
Waly Salomão
cuja própria nata de cimento
encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
faíscas das britas e leite das pedras.
acordo;
e o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
acordo;
o prédio, pedra e cal, esvoaça
como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se,
cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
acordo, e o poema-miragem se desfaz
desconstruído como se nunca houvera sido.
acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas
e os ouvidos moucos,
assim é que saio dos sucessivos sonos:
vão-se os anéis de fumo de ópio
e ficam-me os dedos estarrecidos.
metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
sumidos no sorvedouro.
não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
no topo fantasma da torre de vigia
nem a simulação de se afundar no sono.
nem dormir deveras.
pois a questão-chave é:
sob que máscara retornará o recalcado?
Waly Salomão
Domingo, Abril 17, 2011
lembranças...
...há muitos anos atrás, eu e meu irmão, quebramos um dos vidros da cristaleira, posta na sala da casa, da antiga quadra 51, na cidade da esperança...com a cristaleira quebrada, fugiram a louça, os copos, as histórias, restando conosco agora, somente a poeira da saudade...
Oreny Júnior
Oreny Júnior
Segunda-feira, Abril 11, 2011
...para quem gosta de se empoeirar com estrelas
...galaxeando com a poetisa iwska isadora, onde fala "para quem gosta de se empoeirar com estrelas", bravo sua luz nessa terra argilosa, de ...ilhões de seres granulométricos, onde a quantidade de estrelas na constelação corresponde ao número de grãos de areia dessa cosmopoesia, digamos 75 septilhões... sem medo de errar, o mesmo número de versos na poesia cosmonáutica desse velho marinheiro... meu amor, perder-se na poeira de estrelas é se achar na eterna luminosidade do deus poético, do deus luz, assim: fiat lux, concebida isadora flor de lis...
Oreny Júnior
Oreny Júnior
Domingo, Abril 10, 2011
pequenas lembranças de um homem comum
domingo!!!
vem a lembrança
quando papai mandava
eu comprar um galeto abatido na hora
lá na feira...
comíamos com feijão, farinha, arroz, salada de alface...
mamãe fazia com tanto gosto...
éramos felizes
hoje
só lembranças...
Oreny Júnior
vem a lembrança
quando papai mandava
eu comprar um galeto abatido na hora
lá na feira...
comíamos com feijão, farinha, arroz, salada de alface...
mamãe fazia com tanto gosto...
éramos felizes
hoje
só lembranças...
Oreny Júnior
Sábado, Abril 09, 2011
happy birthday to you
abre-se
abril
festejos
happy birthday to you
feliz aniversário
meu amor
abre-se
maio
flores
saudades
brindemos o antes
o agora e o depois...
happy birthday to you
Oreny Júnior
abril
festejos
happy birthday to you
feliz aniversário
meu amor
abre-se
maio
flores
saudades
brindemos o antes
o agora e o depois...
happy birthday to you
Oreny Júnior
Quinta-feira, Abril 07, 2011
Ode à Cebola - Pablo Neruda
Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.
Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.
Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.
Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona
e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.
Pablo Neruda
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.
Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.
Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.
Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona
e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.
Pablo Neruda
Segunda-feira, Abril 04, 2011
...não atirem na poesia
...atiram na poesia como atiram em pássaros de arribação...
não matem a língua que vê...
não matem os olhos que falam...
não matem as mãos que pisam...
não atirem na poesia...
os pássaros choram...
Oreny Júnior
não matem a língua que vê...
não matem os olhos que falam...
não matem as mãos que pisam...
não atirem na poesia...
os pássaros choram...
Oreny Júnior
Quinta-feira, Março 31, 2011
Quarta-feira, Março 30, 2011
quando flor flor, quando dor dor...
quando flor flor quando dor dor muitas vezes se vê diante de infelicidades do cotidiano mas na maioria dessas vezes ela sorri sente-se livre para fazer suas escolhas e isso a conforta conforta a todos todos aqueles que se importam não tem como a imaginar só longe das flores cercada de cor e rosas ela vive faz poesia para se descobrir canta e dança para se perder diferente da maioria ela se destaca oscila entre a garotinha sentimental que sonha e a mulher que vive a realidade isa isadora delírio... Luciana da Costa Lopes (à minha filha Iwska Isadora)
Sexta-feira, Março 25, 2011
mãe, a benção!!!
mãe
neste silêncio
que me incomoda
quero te pedir
a benção...
mãe,
a benção!!!
Oreny Júnior
neste silêncio
que me incomoda
quero te pedir
a benção...
mãe,
a benção!!!
Oreny Júnior
Terça-feira, Março 22, 2011
Sábado, Março 19, 2011
Sexta-feira, Março 18, 2011
"quero ser livre"...
...certa vez perguntaram para uma borboleta, qual a sua maior vontade...sem gaguejar, prontamente respondeu: "quero ser livre"!!!!!!!!!! livre na plenitude, alçando voos que pés aeronáuticos não possam medir, liberdade ainda que tardia...agora a borboletinha voa, voa, voa...seleciona cores às próximas estações: outono, primavera, verão e no inverno agasalhar-me com seus casacos de marca couraça de mãe...
Oreny Júnior
(dedicado à minha mãe zefa pereira de araújo, in memorian...)
Oreny Júnior
(dedicado à minha mãe zefa pereira de araújo, in memorian...)
Domingo, Fevereiro 13, 2011
...um velho guerrilheiro
eu ví
um velho guerrilheiro
matar uma aranha
com uma bengala
a aranha ficou atordoada
com a bengalada sofrida
eu ví
a aranha de papo pra cima
seus pelos babando
eu ví
o velho guerrilheiro sorrindo
aliviado
com a morte da aranha
e no manquejar dos passos
despediu-se
dos que estavam à sua volta
eu ví
o velho guerrilheiro barbudo
arrastando-se
dos tiros de guerra
eu ví...
Oreny Júnior
um velho guerrilheiro
matar uma aranha
com uma bengala
a aranha ficou atordoada
com a bengalada sofrida
eu ví
a aranha de papo pra cima
seus pelos babando
eu ví
o velho guerrilheiro sorrindo
aliviado
com a morte da aranha
e no manquejar dos passos
despediu-se
dos que estavam à sua volta
eu ví
o velho guerrilheiro barbudo
arrastando-se
dos tiros de guerra
eu ví...
Oreny Júnior
Sábado, Fevereiro 12, 2011
Terça-feira, Fevereiro 08, 2011
a sombra dos oitizeiros
os oitizeiros
assombram
malassombram
os oitizeiros olham-nos
ali
já houve cantoria pra defunto
os oitizeiros
assombram
a
sombra
dos oitizeiros
são malassombradas
no peso
do caixão
um descanso...
a sombra dos oitizeiros
...um pai nosso
...uma ave maria
a sombra dos oitizeiros
um lamento
um cântico novo
amém
oiticica
pissica
amém...
Oreny Júnior
assombram
malassombram
os oitizeiros olham-nos
ali
já houve cantoria pra defunto
os oitizeiros
assombram
a
sombra
dos oitizeiros
são malassombradas
no peso
do caixão
um descanso...
a sombra dos oitizeiros
...um pai nosso
...uma ave maria
a sombra dos oitizeiros
um lamento
um cântico novo
amém
oiticica
pissica
amém...
Oreny Júnior
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2011
...etílica poesia
walter de edite
belino
zequinha
lacora
cheba
duda
piaba
tião
jorge mário
chico palitó
nino pulga
fedega
...personagens
que se embriagaram
nessa louca
e etílica poesia
...uma dose
e um charme
uma apreciação no tempo
parecia até... querer entender
...personagens
dessa rica e querida
cidade da esperança...
...personagens
parceiros de copo
um ato
uma cena
uma memória
perpetuam-se
nesse vácuo
e divino porre
...de vida
Oreny Júnior
belino
zequinha
lacora
cheba
duda
piaba
tião
jorge mário
chico palitó
nino pulga
fedega
...personagens
que se embriagaram
nessa louca
e etílica poesia
...uma dose
e um charme
uma apreciação no tempo
parecia até... querer entender
...personagens
dessa rica e querida
cidade da esperança...
...personagens
parceiros de copo
um ato
uma cena
uma memória
perpetuam-se
nesse vácuo
e divino porre
...de vida
Oreny Júnior
Segunda-feira, Janeiro 31, 2011
"Que seja doce"

(...) "Que seja doce."
"É sobre amor...Sobre o quanto ele tem me ensinado.Sobre a beleza que nasce da simplicidade.Sobre o que eu desejo deste e pra este amor.Que seja doce...Que seja doce...Que seja doce.Sempre. (...) ‘Que seja doce.’Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder.Tudo é tão vago como se fosse nada."
Autor: Caio Fernando Abreu
----------------------
A frase termina com uma vírgula porque não quis colocar reticências (vírgula também diz muita coisa pra mim) e se eu colocasse ponto final, não estaria sendo justa comigo.
Beijo painho, te amo ...
Iwska Isadora, minha filha
Oreny Júnior
Quinta-feira, Janeiro 27, 2011
barro
o ponto da telha
está na bufa do barro
a taipa
vem do sopapo no barro
eu vim do barro
e no barro
eu vou morar
a poesia é barro em plural
manoel de barros
o passarinho é parente do barro
joão de barro
arquiteto construtor
minha quartinha é de barro
água da fonte
fonte de barro
Oreny Júnior
está na bufa do barro
a taipa
vem do sopapo no barro
eu vim do barro
e no barro
eu vou morar
a poesia é barro em plural
manoel de barros
o passarinho é parente do barro
joão de barro
arquiteto construtor
minha quartinha é de barro
água da fonte
fonte de barro
Oreny Júnior
Quarta-feira, Janeiro 26, 2011
chuvisqueiro
o chuvisco
na caatinga
adoça
a florada
do meu
próximo
pote de mel
eis-me
nesse cerrado
imaginando
margeando
o jundiaí
o potengi
desaguando
nesse mar
de itans
de gargalheiras
de gargalhadas
chove
chuvisco
respinga
na goteira
da palavra
dessa telha
piranhas
assu
via
natal
Oreny Júnior
na caatinga
adoça
a florada
do meu
próximo
pote de mel
eis-me
nesse cerrado
imaginando
margeando
o jundiaí
o potengi
desaguando
nesse mar
de itans
de gargalheiras
de gargalhadas
chove
chuvisco
respinga
na goteira
da palavra
dessa telha
piranhas
assu
via
natal
Oreny Júnior
Terça-feira, Janeiro 25, 2011
maga véia
parabens...
hoje é o seu dia...
que dia mais feliz...
é big...
com quem será...
é hora...
valeu maga véia
agora
eu quero bolo...
Oreny Júnior
hoje é o seu dia...
que dia mais feliz...
é big...
com quem será...
é hora...
valeu maga véia
agora
eu quero bolo...
Oreny Júnior
Domingo, Janeiro 16, 2011
flor de janeiro
flor de maria
flor de janeiro
flor na pampulha
cor alaranjada
digamos exótica
o meu amor ficou irradiante
quando uma flor nasce
é uma felicidade
que bate a sua porta
deixe-a nascer
deixe-a entrar
seja bem vinda
dona flor
flor de janeiro
flor de maria
flor de um longo sorriso
Oreny Júnior
flor de janeiro
flor na pampulha
cor alaranjada
digamos exótica
o meu amor ficou irradiante
quando uma flor nasce
é uma felicidade
que bate a sua porta
deixe-a nascer
deixe-a entrar
seja bem vinda
dona flor
flor de janeiro
flor de maria
flor de um longo sorriso
Oreny Júnior
Sábado, Janeiro 08, 2011
...dona francisca
dona francisca
jogue um galho
de pião roxo
sobre a cabeça
desse menino
e espante a moleza
os quebranto
mau olhados
...o sinal da cruz
três pai nosso
e uma ave maria...
pronto
o pião ficou murchinho
é olhado!!!!!!
durante o ramo
dona francisca abria tanto a boca...
nossa senhora
rogai por nós
que recorremos a vós...
Oreny Júnior
jogue um galho
de pião roxo
sobre a cabeça
desse menino
e espante a moleza
os quebranto
mau olhados
...o sinal da cruz
três pai nosso
e uma ave maria...
pronto
o pião ficou murchinho
é olhado!!!!!!
durante o ramo
dona francisca abria tanto a boca...
nossa senhora
rogai por nós
que recorremos a vós...
Oreny Júnior
Quarta-feira, Janeiro 05, 2011
...vira mundo...gira pião
gira mundo
vira pião
entre a caatinga
e o cerrado
navego no seu litoral
cato esmeraldas
pra te enfeitar
nas conchinhas
ouço seu sorriso
vira mundo
gira pião
nas areias da redinha
ficaram os últimos passos
do nosso carnaval
Oreny Júnior
vira pião
entre a caatinga
e o cerrado
navego no seu litoral
cato esmeraldas
pra te enfeitar
nas conchinhas
ouço seu sorriso
vira mundo
gira pião
nas areias da redinha
ficaram os últimos passos
do nosso carnaval
Oreny Júnior
Sexta-feira, Dezembro 24, 2010
Segunda-feira, Dezembro 20, 2010
lua cheia
lua
mais
que
cheia
bela
esfera
flutuante
esse
poema
não
é nominal
ao seu
diâmetro
és
a
bola
da
minha
infância
és
a
moeda
da
gratidão
Oreny Júnior
Domingo, Dezembro 19, 2010
minha menina
...era uma vez uma menina, que brincava de empurrar a cama pra dormir com a tia... todas as noites era a mesma melodia... cresceu almoçando com o avô... ela tinha os cabelos cachos de ouro... véus em espigas de milho... essa menina é a minha levada da breca... hoje, essa menina nina seus sonhos... cubro-a todas as noites e faço versos ao pé do seu ouvido... versos sempre repetitivos... mais ou menos assim... eu te amo... papai te ama...e assim vamos fazendo do nosso pensamento, a menor distância...
abraços minha menina iwska...
seu amigo...
Oreny Júnior
abraços minha menina iwska...
seu amigo...
Oreny Júnior
Sexta-feira, Dezembro 17, 2010
no canto da graúna
nos campos do cerrado
os pássaros negros
ceiam junto do meu amor
são os campos do senhor
de passagem os cantos
voam nos braços do meu amor
açoita minha grauna
busca longe a melodia do meu amor
nos campos do cerrado
todos os dias
elas louvam um sonoro
bom dia!!!!!!!!!
é um açoite do meu velho pai
ai ai ai!!!!!!
quanta saudade do meu velho ranzinza pai
sua benção meu querido
meu velho
meu amigo
Oreny Júnior
os pássaros negros
ceiam junto do meu amor
são os campos do senhor
de passagem os cantos
voam nos braços do meu amor
açoita minha grauna
busca longe a melodia do meu amor
nos campos do cerrado
todos os dias
elas louvam um sonoro
bom dia!!!!!!!!!
é um açoite do meu velho pai
ai ai ai!!!!!!
quanta saudade do meu velho ranzinza pai
sua benção meu querido
meu velho
meu amigo
Oreny Júnior
Domingo, Dezembro 12, 2010
sol...lindão!!
...ele se vai
me esvai...
vai dormir
com os meus...
quem diria
vai nascer
n'outro lugar...
esse brilho
esse sol...
...lindão
Oreny Júnior
Domingo, Dezembro 05, 2010
...saudade
na antiga casa da rua caruarú
na cidade da esperança
meu pai criava desde galos de campina a canários da terra
era berço de procriação
periquitos australianos
canários belga
pintassilgos
pintagol
o pintassilgo com a canária belga
nascia o pintagol
esse estéril
interessante essa natureza..
patos
marrecos tipo viuvinha
fififiuuuuuuuuu..
cão perdigueiro
e papagaio falador
pornográfico até..
na antiga casa da rua caruarú
hoje é só saudade..
..e o vento levou
Oreny Júnior
na cidade da esperança
meu pai criava desde galos de campina a canários da terra
era berço de procriação
periquitos australianos
canários belga
pintassilgos
pintagol
o pintassilgo com a canária belga
nascia o pintagol
esse estéril
interessante essa natureza..
patos
marrecos tipo viuvinha
fififiuuuuuuuuu..
cão perdigueiro
e papagaio falador
pornográfico até..
na antiga casa da rua caruarú
hoje é só saudade..
..e o vento levou
Oreny Júnior
Sábado, Dezembro 04, 2010
coisas de poeta
quando criança
os sonhos de noiva
adoçavam meus desejos
mas não tinha dinheiro
ficava só no desejo
aquele amarelo ouro
escorrendo nos balcões das padarias
nossa!!!!!!!!!!!!!!
na cantina do celestino
comprava um pão carteira
e comia puro
era...
puta que pariu
vem cada lembrança!!!!!
mas a que mais me doeu
foi quando o capitão pereira
tomou a minha bola de couro nº 4
essa foi de fuder!!!!!!
não se toma brinquedo de criança..
triste lembrança
coisas de poeta
abraços
Oreny Júnior
os sonhos de noiva
adoçavam meus desejos
mas não tinha dinheiro
ficava só no desejo
aquele amarelo ouro
escorrendo nos balcões das padarias
nossa!!!!!!!!!!!!!!
na cantina do celestino
comprava um pão carteira
e comia puro
era...
puta que pariu
vem cada lembrança!!!!!
mas a que mais me doeu
foi quando o capitão pereira
tomou a minha bola de couro nº 4
essa foi de fuder!!!!!!
não se toma brinquedo de criança..
triste lembrança
coisas de poeta
abraços
Oreny Júnior
Quinta-feira, Novembro 25, 2010
...no facho da poesia
num exército
de palavras
guardo
poemas
para
serem
lidos...é inverno!!!!
degusto
favos
saboreio
flores
beijo
a
noite
saio
a
sua caça
te
devoro
no facho
da
poesia
Oreny Júnior
de palavras
guardo
poemas
para
serem
lidos...é inverno!!!!
degusto
favos
saboreio
flores
beijo
a
noite
saio
a
sua caça
te
devoro
no facho
da
poesia
Oreny Júnior
Quarta-feira, Novembro 24, 2010
de cascudo a manoel de barros
to com os cachorro da mulesta
com vontade de tomar uma sopa
de carne bem feita pela maga
comer aquele pão francês
com queijo de coalho bem assadinho
daqueles que não pega na frigideira
to com a bixiga taboca
puto da vida
com essa distância que mata
qualquer caboco
principalmente em noites enluaradas
ô meu deus sertanejo
fazei com que chegue logo esse jegue
e saia voando direto pra natal
saudade e dor de dente
só sabe quem tem
mas...
a minha vida é essa
pião
de trecho em trecho
garimpando o pó da poesia
de cascudo a manoel de barros
é um pulo
é um açoite
é um verso...
Oreny Júnior
com vontade de tomar uma sopa
de carne bem feita pela maga
comer aquele pão francês
com queijo de coalho bem assadinho
daqueles que não pega na frigideira
to com a bixiga taboca
puto da vida
com essa distância que mata
qualquer caboco
principalmente em noites enluaradas
ô meu deus sertanejo
fazei com que chegue logo esse jegue
e saia voando direto pra natal
saudade e dor de dente
só sabe quem tem
mas...
a minha vida é essa
pião
de trecho em trecho
garimpando o pó da poesia
de cascudo a manoel de barros
é um pulo
é um açoite
é um verso...
Oreny Júnior
Domingo, Novembro 21, 2010
ABC CAMPEÃO BRASILEIRO
ABC
como é grande o meu amor por você
ABC
de xarias e cangulos
ABC
de vazantes e ribeirinhas
ABC
de putas, biriteiros a doutores
ABC
da zona norte a ponta negra
ABC
numa cidade de nome Natal
existe um povo chamado
ABC
Oreny Júnior
como é grande o meu amor por você
ABC
de xarias e cangulos
ABC
de vazantes e ribeirinhas
ABC
de putas, biriteiros a doutores
ABC
da zona norte a ponta negra
ABC
numa cidade de nome Natal
existe um povo chamado
ABC
Oreny Júnior
Domingo, Novembro 14, 2010
sussurro
sussurro no pé do teu ouvido
verbos dilacerados
versos desconjugados
sussurro na fina flor
vulva rósea
gemidos desconcentrados
sussurro de palavras
em ranhuras de poesia
em versos dilacerados
em verbos desconjugados
sussurro em cartas
não remetidas
caixas postais vencidas
em estradas
ah! não percorridas
sussurro meu amor
nesse leito peito
imaginário de poesia
sussurro...
Oreny Júnior
verbos dilacerados
versos desconjugados
sussurro na fina flor
vulva rósea
gemidos desconcentrados
sussurro de palavras
em ranhuras de poesia
em versos dilacerados
em verbos desconjugados
sussurro em cartas
não remetidas
caixas postais vencidas
em estradas
ah! não percorridas
sussurro meu amor
nesse leito peito
imaginário de poesia
sussurro...
Oreny Júnior
Sábado, Novembro 13, 2010
o infarto do poema
saudade dos meus
como gostaria de poder abraçá-los
beijá-los
poder dizer nos olhos de cada um
o quanto eu os amo
saudade dos meus
iwska eu te amo
iury eu te amo
paixão eu te amo
mamãe, papai eu te amo
meu irmãos eu te amo
oh dor
que estreita esse mar
em lágrima
olhos de canal
mar lacrimal
o homem morre
quando é retirado do seu solo
extraído brutalmente
desse útero geográfico materno
saudade meus amores
aqui jaz um poema
Oreny Júnior
como gostaria de poder abraçá-los
beijá-los
poder dizer nos olhos de cada um
o quanto eu os amo
saudade dos meus
iwska eu te amo
iury eu te amo
paixão eu te amo
mamãe, papai eu te amo
meu irmãos eu te amo
oh dor
que estreita esse mar
em lágrima
olhos de canal
mar lacrimal
o homem morre
quando é retirado do seu solo
extraído brutalmente
desse útero geográfico materno
saudade meus amores
aqui jaz um poema
Oreny Júnior
Quarta-feira, Novembro 10, 2010
nosso amor é sazonal
nosso amor é sazonal
qual fruto de época
mangaba
manga
cajú
antigamente
era eu e tú
hoje
é tú sem eu
e eu sem tú
nosso amor é saudade
qual mercearia
com mortadela fluminense
e balança de ponteiro filizola
hoje
nosso amor esmola
um pouquinho aqui
um tiquinho acolá
eita amor sem rumo
sem sorte
sem norte
nosso amor é sazonal
Oreny Júnior
qual fruto de época
mangaba
manga
cajú
antigamente
era eu e tú
hoje
é tú sem eu
e eu sem tú
nosso amor é saudade
qual mercearia
com mortadela fluminense
e balança de ponteiro filizola
hoje
nosso amor esmola
um pouquinho aqui
um tiquinho acolá
eita amor sem rumo
sem sorte
sem norte
nosso amor é sazonal
Oreny Júnior
Sábado, Novembro 06, 2010
loba
o uivo da loba
assombra meu silêncio
há um hiato
entre o grito
e a nossa solidão
a loba uiva
varam madrugadas
e os nossos desejos
vão para o ralo
com ele
sangue
suor
esperma
solidão
raia o dia
cheiro o chão
à tua procura
loba maldição
Oreny Júnior
assombra meu silêncio
há um hiato
entre o grito
e a nossa solidão
a loba uiva
varam madrugadas
e os nossos desejos
vão para o ralo
com ele
sangue
suor
esperma
solidão
raia o dia
cheiro o chão
à tua procura
loba maldição
Oreny Júnior
Quarta-feira, Novembro 03, 2010
sertão
embrenhar
na tua mata
e ser teu fojo
puxar essa touceira
lascar tua lenha
de mufumbo
mulungu
marmeleiro
assar teu ñambu
e ser teu macho
pro resto da vida
de sertão em sertão
amém
Oreny Júnior
na tua mata
e ser teu fojo
puxar essa touceira
lascar tua lenha
de mufumbo
mulungu
marmeleiro
assar teu ñambu
e ser teu macho
pro resto da vida
de sertão em sertão
amém
Oreny Júnior
Terça-feira, Novembro 02, 2010
...luas
às luas
que partiram
pálidas de cor
paridas de dor
luas partidas
em míngua
nova
crescente dor
luas que levaram
na língua
o desejo
no peito
meu pranto
das tantas que se foram
e das tontas que
ainda hão de vir
que sejam breves
pois
dor que é dor
é duradoura
finjo que te vejo
e
cerro meus punhos
Oreny Júnior
que partiram
pálidas de cor
paridas de dor
luas partidas
em míngua
nova
crescente dor
luas que levaram
na língua
o desejo
no peito
meu pranto
das tantas que se foram
e das tontas que
ainda hão de vir
que sejam breves
pois
dor que é dor
é duradoura
finjo que te vejo
e
cerro meus punhos
Oreny Júnior
Segunda-feira, Novembro 01, 2010
ontonte...
malassada é bom
ruim é tomar banho
com caco de telha e sabugo
pra tirar o grude do pescoço
já passei miticoçan pra matar xanha
nunca andei a cavalo
nunca andei de trem
nem tanquanto pesquei
faz tempo que não como
cavaco chinês
a pisa que mamãe me dava
era de sandália havaiana
ainda hoje escuto o choro da infância
descí muito de tábua de morro
pulei barreira
brinquei de garrafão
só bebia caranguejo em nazi
tenho máquina de datilografia
telefone de baquelite
e um rádio ABC
a voz de ouro
bebia com meu irmão orlando
nos cabarés de sônia
e de maria creuza
parece que tô ouvindo
zé ary narrar
olha o cú de burro na área
êta saudade que mata
mata mais que coice de burro brabo
saudade dói
dói
dói...
Oreny Júnior
ruim é tomar banho
com caco de telha e sabugo
pra tirar o grude do pescoço
já passei miticoçan pra matar xanha
nunca andei a cavalo
nunca andei de trem
nem tanquanto pesquei
faz tempo que não como
cavaco chinês
a pisa que mamãe me dava
era de sandália havaiana
ainda hoje escuto o choro da infância
descí muito de tábua de morro
pulei barreira
brinquei de garrafão
só bebia caranguejo em nazi
tenho máquina de datilografia
telefone de baquelite
e um rádio ABC
a voz de ouro
bebia com meu irmão orlando
nos cabarés de sônia
e de maria creuza
parece que tô ouvindo
zé ary narrar
olha o cú de burro na área
êta saudade que mata
mata mais que coice de burro brabo
saudade dói
dói
dói...
Oreny Júnior
Domingo, Outubro 31, 2010
cansei...
cansei de ser poeta
em poesia ausente
onde você
sujeito dos meus textos
não tece mais
essa lã esquecida
cansei de ser poeta
em tempos vãos
onde os papiros
não mais respiram
a sujeira das nossas mãos
cansei de ser poeta
de clube de esquina
onde você sempre
faltou no melhor chopp
na melhor gargalhada
cansei de tanta virtualidade
quero o amor de mercearia
prego batido
ponta virada
cansei meu amor
ATENÇÃO PARA A CHAMADA
faltou!!!!!!!!
Oreny Júnior
em poesia ausente
onde você
sujeito dos meus textos
não tece mais
essa lã esquecida
cansei de ser poeta
em tempos vãos
onde os papiros
não mais respiram
a sujeira das nossas mãos
cansei de ser poeta
de clube de esquina
onde você sempre
faltou no melhor chopp
na melhor gargalhada
cansei de tanta virtualidade
quero o amor de mercearia
prego batido
ponta virada
cansei meu amor
ATENÇÃO PARA A CHAMADA
faltou!!!!!!!!
Oreny Júnior
Sexta-feira, Outubro 29, 2010
anjos...
anjos movem moinhos
passam páginas de livros
sopram ventos
usinam almas
anjos dão cartas
lavram palavras
papiramente
anjos caatingam veredas
no perfume dos
marmeleiros
dos juazeiros
anjos são escudeiros
anjos espantalham
roçados
na sertanidade
de minha alma
Oreny Júnior
passam páginas de livros
sopram ventos
usinam almas
anjos dão cartas
lavram palavras
papiramente
anjos caatingam veredas
no perfume dos
marmeleiros
dos juazeiros
anjos são escudeiros
anjos espantalham
roçados
na sertanidade
de minha alma
Oreny Júnior
Quarta-feira, Outubro 27, 2010
imaginação
siga-me
pois
pressinto
as pegadas
que deixaste
no recinto
e recito
a poesia
do faz
de conta
do
adedonha
a bola
de gude
é seu planeta
e eu
sua figurinha
carimbada
Oreny Júnior
pois
pressinto
as pegadas
que deixaste
no recinto
e recito
a poesia
do faz
de conta
do
adedonha
a bola
de gude
é seu planeta
e eu
sua figurinha
carimbada
Oreny Júnior
Domingo, Outubro 24, 2010
ABC
ABC
ABC
ABC
como é grande
o meu amor
por você
ABC
ABC
ABC
alô deus
a frasqueira
lhe agradece senhor
ABC
ABC
ABC
Oreny Júnior
ABC
ABC
como é grande
o meu amor
por você
ABC
ABC
ABC
alô deus
a frasqueira
lhe agradece senhor
ABC
ABC
ABC
Oreny Júnior
Quarta-feira, Outubro 20, 2010
um homem com uma dor
um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante
carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisas que os valha
ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra
Paulo Leminski
(1944-1989)
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante
carrega o peso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisas que os valha
ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra
Paulo Leminski
(1944-1989)
Segunda-feira, Outubro 18, 2010
graveto cinza
olha o graveto cinza
na floração de um poema
parece que morre
mas somente dorme
no sulco de um chão sertão
basta três pinguinhos d'agua
que os versos brotam
irradiando nossa imaginação
é fulô que cheira
puro fulô do mato
graveto cinza
mata branca
como é linda nossa caatinga
pau de umburana
xique xique
mel da cana
cana do canaviá
eita sertão velho
do eterno oswaldo lamartine
mata branca
que riqueza
minha varanda
é da dura massaranduba
e a minha rede
veio de lá
do algodão mocó
de cajazeiras a caicó
chega dona zefa
já comecei a chorar
Oreny Júnior
na floração de um poema
parece que morre
mas somente dorme
no sulco de um chão sertão
basta três pinguinhos d'agua
que os versos brotam
irradiando nossa imaginação
é fulô que cheira
puro fulô do mato
graveto cinza
mata branca
como é linda nossa caatinga
pau de umburana
xique xique
mel da cana
cana do canaviá
eita sertão velho
do eterno oswaldo lamartine
mata branca
que riqueza
minha varanda
é da dura massaranduba
e a minha rede
veio de lá
do algodão mocó
de cajazeiras a caicó
chega dona zefa
já comecei a chorar
Oreny Júnior
Sexta-feira, Outubro 15, 2010
ninando sonhos
desde menino
nino
palavras
embaladoras
de sonhos
afugento fantasmas
semeio sílabas
jogo-as pro ar
assim
"de afoito"
com as que caem
junto
em quebra cabeça
nesse
labirinto
emaranhado
mundo
da poesia
Oreny Júnior
nino
palavras
embaladoras
de sonhos
afugento fantasmas
semeio sílabas
jogo-as pro ar
assim
"de afoito"
com as que caem
junto
em quebra cabeça
nesse
labirinto
emaranhado
mundo
da poesia
Oreny Júnior
Quarta-feira, Outubro 13, 2010
ceus...
os anjos sairam
dos meus ceus
nem todos os ceus
são azuis
deixem o sal
na minha boca
o sol na minha roupa
nem todo mar é vermelho
nem todos se arreganham
nem todos dizem amem
jurunas
terenas
potiguar
guarani
sting não promove a paz
raoni não conhece a maldade alheia
um souvenir
a troco de um xibiu
nem todo ceu é ceu
nem todo mar é mar
pero vaz mentiu
na escrota
imaginária poesia
Oreny Júnior
dos meus ceus
nem todos os ceus
são azuis
deixem o sal
na minha boca
o sol na minha roupa
nem todo mar é vermelho
nem todos se arreganham
nem todos dizem amem
jurunas
terenas
potiguar
guarani
sting não promove a paz
raoni não conhece a maldade alheia
um souvenir
a troco de um xibiu
nem todo ceu é ceu
nem todo mar é mar
pero vaz mentiu
na escrota
imaginária poesia
Oreny Júnior
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